São três meses de fechamento do Centro Obstétrico e Bloco Cirúrgico do Hospital Livramento.
São três meses de superlotação no PA da Prefeitura.
São três meses sem nascimentos de guaibenses.
São três meses de risco de vida às gestantes de Guaíba.
São três meses de caos na saúde no município.
Há três meses o COMUSA não tem uma ação em busca ao direito de um atendimento de saúde digno à população.
Enquanto a população padece com a falta ou precário atendimento à saúde, continua a omissão do prefeito que não soluciona o problema que é de sua responsabilidade. Estará aguardando alguma vítima fatal na ponte? Serão os familiares consolados com a desculpa de que a mesma estava fechada e por isso não puderam evitar?
A sociedade cria cada vez mais leis de proteção às mulheres, mas há um retrocesso em Guaíba: o Executivo e os legisladores do município tiram-lhes o direito de que tenham filhos em sua terra.
Enquanto o município alega não ter recursos financeiros para manter o hospital Livramento aberto, a Câmara de Vereadores é denunciada pelo Ministério Público Estadual por compra superfaturada de computadores. É isso que a comunidade tem que repudiar de seus legisladores: quando é para o seu interesse, gastam o dinheiro público, mas quando é para o bem da população, como manter um hospital aberto, não se movimentam.
E enquanto tudo isso acontece, a Justiça dorme em berço esplêndido, pois deu as costas à sociedade após fazer o fechamento destas áreas do hospital e a demissão de 42 funcionários sem direitos trabalhistas.
E quanto à atual administração do hospital, que insuflou a decisão da Justiça, sob alegação de não ter condições de pagar o quadro de funcionários, continua com os salários atrasados e sem perspectiva de colocar o direito dos trabalhadores em dia.