15/08/2007
Feessers decide consultar os trabalhadores sobre a paralisação do dia 27 de agosto

Os Sindisaúdes filiados a Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul (Feessers) decidiram convocar Assembléias Gerais com os trabalhadores da Saúde, para deliberar sobre a participação, junto com os hospitais e médicos, da paralisação dos hospitais filantrópicos chamada pelo Movimento Mais Saúde, a partir do dia 27 de agosto, mantendo o atendimento de Emergência.

A decisão ocorreu dia 14/8, na reunião da diretoria e com os representantes dos Sindisaúdes filiados. As entidades dos trabalhadores da saúde desde o dia 20 de dezembro de 2006, junto com o Movimento Mais Saúde para os Hospitais, têm procurado de todas as formas sensibilizar os governos Federal e Estadual de sua responsabilidade de financiar adequadamente os serviços de saúde, cobrindo os custos de manutenção dos serviços.

Os trabalhadores dos hospitais, não podem mais continuar financiando o SUS, pois além de salários aviltantes, recebem com atrasos constantes, não têm recolhidos os encargos sociais, não recebem férias e 13º salário, são demitidos e não são indenizados.

O Movimento construiu uma proposta responsável de organização da rede hospitalar no Rio Grande do Sul, com regionalização e hierarquização dos hospitais. Macro-Regionais, Especializados, Regionais, Micro-regionais/locais e apresentou uma proposta de financiamento de mais 36 milhões mensais para 318 hospitais.

A gestão do SUS é responsabilidade dos municípios, porém o custeio é de responsabilidade das três esferas de governo, onde, infelizmente só os gestores municipais têm se preocupado em cumprir a Emenda Constitucional (EC) 29.

O Governo Federal tem investido muito pouco na assistência médico hospitalar, menos do que a arrecadação da CPMF, em 2006 enquanto a arrecadação com CPMF foi de 32.090 bilhões o recurso destinado ao atendimento hospitalar e ambulatorial foi de 18.676 bilhões e o orçamento total do Ministério da Saúde foi de 43.627 bilhões, apenas 11.537 bilhões a mais do que a receita da CPMF.

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, não cumpre a EC 29, investindo pouco mais de 5 % em Saúde, deixando de repassar só em 2007, 889 milhões, ou seja 74 milhões mensais.

Além disto, o Movimento tem enfrentado a postura anti-democrática do Secretário Estadual da Saúde, que ao invés de negociar com as entidades integrantes do Movimento, propondo alternativas, esta preferindo impor uma contratualização, pela média do faturamento mais o valor destinado pelo Governo Federal como incentivo, representando um incremento de cerca de 1,5 milhões mensais, enquanto o Estado nada põe, apenas repassa parcelas de três milhões relativos as dívidas do programa parceria resolve.

Por estes motivos os Sindisaúdes estão convocando as Assembléias para que os trabalhadores da saúde decidam sobre a paralisação do dia 27 de agosto.

 
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