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15/03/2018 - IMESF: avanço no Vale não convence sindicatos no TRT

O Sindisaúde-RS e demais entidades de classe não se convenceram com o avanço oferecido pela gestão do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF) no valor do Vale-Alimentação, em reunião mediada que durou mais de duas horas ontem à tarde, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4).

Os sindicalistas presentes, como o secretário-geral, Julio Jesien, expuseram uma série de críticas ao contrato de gestão praticado entre Município e IMESF. “Por que o IMESF não cobra do município os valores devidos, que são infinitamente superiores aos colocados aqui na mesa?”, reclamou.

Jesien já havia denunciado, na última reunião, a falta do repasse de quase R$ 70 milhões ao IMESF por parte da Secretaria de Saúde – cujo titular da pasta, Erno Harzheim, é também presidente do IMESF.

Ao centro, Jesien e a advogada do sindicato, Raquel Paese, representantes do Sindisaúde-RS na mesa

Reajuste no Vale e nova reunião

Os representantes do Instituto presentes, que incluíam a vice-presidenta, Lívia Faller, não souberam dar explicações convincentes para essa prática, e ofertaram apenas o reajuste, relativo ao IPCA do período, incidindo sobre o Vale-Alimentação. Mantiveram, assim, o reajuste salarial zero.

Por isso, nova audiência de mediação sobre os Acordos Coletivos 2016-2017 e 2017-2018 ficou agendada já para o próximo dia 21 de março, às 9 horas, na sede do TRT-4. Os sindicalistas exigiram da gestão que sejam apresentados avanços em cláusulas sociais, e que o reajuste no Vale tenha equidade com os valores praticados para os municipários. Além disso, deixaram claro que podem adotar medidas judiciais para garantir o reajuste salarial.

Fotos: Assessoria de Imprensa do Sindisaúde-RS - Stéfano Mariotto